A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta 3ª feira (17.mar.2026) o adiamento da visita ao ex-presidente, que está internado com broncopneumonia no Hospital DF Star, em Brasília.
Os advogados, que visitariam Bolsonaro nesta 3ª feira (17.mar), solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a remarcação do encontro para a 4ª feira (18.mar). Afirmaram não ter tempo hábil para sair de São Paulo e chegar ao hospital em Brasília. Eis a íntegra (PDF – 530 kB).
“A realização da visita na presente data mostra-se inviabilizada, considerando que os patronos residem e possuem escritório na cidade de São Paulo, o que impede o deslocamento em tempo hábil, especialmente diante das restrições de acesso e horários próprios estabelecidos pela unidade hospitalar”, afirma o documento enviado ao ministro.
O último boletim médico do ex-presidente, divulgado na 2ª feira (16.mar), afirma que Bolsonaro “apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios”. O documento diz que o quadro é resultado da “resposta favorável à antibioticoterapia instituída”.
Bolsonaro passou mal por volta das 2h de 6ª feira (13.mar), no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Esta é a 3ª pneumonia enfrentada pelo ex-presidente. Segundo médicos, é a mais severa até o momento.
Diante dos sintomas, uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que permanece de plantão no local, foi acionada para prestar o 1º atendimento. O médico Brasil Caiado avaliou Bolsonaro posteriormente e já suspeitou de pneumonia.
O ex-presidente chegou ao Hospital DF Star por volta das 8h50. Policiais da escolta cobriram com um pano o momento da transferência da ambulância para a unidade de saúde.
Ele passou por uma série de exames, incluindo tomografia do tórax e dos seios da face, exames laboratoriais e um painel viral para descartar outras possíveis infecções.
A tomografia indicou broncopneumonia bilateral, mais acentuada no pulmão esquerdo. O tratamento foi iniciado imediatamente com antibióticos administrados por via intravenosa. Dois medicamentos foram utilizados de forma preventiva e terapêutica.
Depois do início da medicação, Bolsonaro apresentou pequena melhora, mas ainda relatava enjoo, dor de cabeça e dores musculares típicas de um quadro infeccioso.
Desde que foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou por 14 cirurgias. Do total, 10 estão diretamente relacionadas a sequelas provocadas pelo ferimento abdominal e por complicações decorrentes de procedimentos posteriores.
O ex-presidente sofre com soluço refratário, ou crônico, que pode causar refluxo com entrada de substâncias na via respiratória, como na madrugada de 6ª feira (13.mar). As 3 cirurgias mais recentes foram realizadas nos dias 25, 27 e 29 de dezembro de 2025.
No Natal, foi realizado o procedimento chamado herniorrafia inguinal bilateral, indicado para corrigir duas hérnias na região da virilha –uma do lado direito e outra do esquerdo.
A 2ª e a 3ª cirurgias foram realizadas para bloquear o nervo frênico, respectivamente o direito e o esquerdo, com o objetivo de reduzir os episódios de soluço.
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