A modelo Gisele Bündchen afirmou, em campanha publicitária em junho de 2025, que o C6 Bank levou ao público serviços que antes eram restritos a clientes de private bank. No anúncio, diz que a mudança promovida pelo banco é “extraordinária”.
Apesar da campanha, o INSS suspendeu na 2ª feira (16.mar.2026) a concessão de novos empréstimos consignados do banco para aposentados e pensionistas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União. Eis a íntegra (PDF – 64 KB).
Na gravação, a modelo afirma: “Você lembra quando só quem era cliente de private bank tinha produtos exclusivos? Como conta no exterior ou investimentos no mundo inteiro? O C6 Bank mudou tudo isso”. Em seguida, diz que as inovações e serviços que antes eram “para pouquíssimos” passaram a estar disponíveis para mais clientes. A campanha termina com a frase: “E isso é extraordinário. C6 Bank. Para uma vida extraordinária”.
Assista ao vídeo (30s):
Em agosto de 2023, o C6 Bank informou que havia renovado o contrato com Gisele Bündchen até 2025. “Fico feliz em poder continuar participando da estratégia de comunicação do C6 Bank, um banco moderno que vem se destacando por ter uma plataforma diversificada de produtos financeiros”, disse a modelo à época.
Segundo o instituto, foram identificadas cobranças irregulares em benefícios de segurados com contratos vinculados ao banco. O órgão informou que a instituição terá de devolver cerca de R$ 300 milhões aos beneficiários prejudicados.
A suspensão permanecerá em vigor até que todos os valores descontados indevidamente sejam restituídos com correção monetária. O INSS também determinou que o banco interrompa as cobranças consideradas irregulares.
Auditoria da Controladoria-Geral da União identificou ao menos 320 mil contratos com indícios de descontos por serviços não autorizados. Entre eles estão seguros e pacotes adicionais cobrados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas. As irregularidades foram confirmadas posteriormente pelas áreas técnicas do instituto.
O INSS afirmou que aplicou a suspensão depois que o banco descumpriu regras estabelecidas em acordo firmado anteriormente com o órgão. Nos últimos meses, representantes das duas instituições realizaram reuniões para tratar do tema, mas não houve consenso para solucionar o problema.
Caso a decisão não seja cumprida, o instituto poderá suspender repasses financeiros e acionar a Dataprev para garantir a execução das medidas.
“O C6 discorda integralmente da interpretação do INSS e vai buscar seu direito de defesa na esfera judicial, porque não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes.
“O banco esclarece que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios.”


