Um vídeo que parece ter sido produzido com ajuda de IA (inteligência artificial) e divulgado em perfis iranianos no domingo (8.mar.2026) mostra uma criança caminhando em direção a uma escola primária que, segundo as publicações, teria sido alvo de um ataque atribuído aos Estados Unidos na cidade de Minab, no sul do Irã.
De acordo com autoridades locais e veículos de mídia iranianos, o ataque matou ao menos 168 pessoas, incluindo crianças.
Assista ao vídeo (1min22s):
Nas imagens, uma criança se organiza para um dia de aula na escola enquanto soldados norte-americanos colocam um míssil em um caça que está para decolar. Acaba com o piloto disparando o armamento enquanto a menina brinca em um balanço.
No domingo (8.mar), um vídeo divulgado pela agência iraniana Mehr reforçou os indícios de que um míssil dos Estados Unidos atingiu a escola Shajarah Tayyebeh, em Minab, em 28 de fevereiro. As imagens foram verificadas pelo jornal The New York Times, que comparou o material com registros de satélite e vídeos publicados nas redes sociais.
O edifício escolar aparece severamente danificado em imagens de satélite obtidas dias depois. A base militar atingida no mesmo ataque é operada pela Guarda Revolucionária Islâmica. O míssil identificado no vídeo é do tipo Tomahawk, um armamento de longo alcance utilizado pela Marinha dos Estados Unidos. Nem Israel nem o Irã operam esse tipo de equipamento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), negou que forças do país tenham bombardeado a escola: “Não. Na minha opinião e pelo que vi, isso foi feito pelo Irã. Eles são muito imprecisos com suas munições”. Ao lado dele, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, disse que o Pentágono investiga o caso, mas declarou que “o único lado que mira civis é o Irã”.
No Irã, jornais estamparam fotos das vítimas nas capas e cobraram responsabilidade do governo norte-americano. Um dos periódicos publicou mensagem dirigida ao presidente dos EUA: “Trump, olhe-nos nos olhos”.


