Forças norte-americanas usaram bombas de penetração profunda; a rota marítima está bloqueada desde 28 de fevereiroForças norte-americanas usaram bombas de penetração profunda; a rota marítima está bloqueada desde 28 de fevereiro

EUA atacam costa do Irã para tentar reabrir o estreito de Ormuz

2026/03/18 19:14
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O Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) disse ter utilizado na 3ª feira (17.mar.2026) bombas de penetração profunda contra baterias anti-embarcações do Irã ao longo do estreito de Ormuz. O objetivo das forças norte-americanas é reabrir a importante rota marítima de 33 km de largura no Oriente Médio.

O Irã mantém o estreito bloqueado desde o início da guerra com EUA e Israel em 28 de fevereiro, como estratégia para pressionar a economia global. A república islâmica quer forçar outros países a exigirem o fim dos ataques norte-americanos, já que o bloqueio afeta o transporte de mais de 14 milhões de barris diários de petróleo.

“Horas atrás, as forças norte-americanas empregaram com sucesso múltiplas munições de penetração profunda de 5.000 libras [cerca de 2.300 kg] contra posições fortificadas de mísseis iranianos ao longo da costa do Irã, perto do estreito de Ormuz. Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nessas posições representavam um risco para a navegação internacional no estreito”, diz o comunicado do Centcom.

No sábado (14.mar), o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), pediu ajuda internacional para reabrir o estreito. Porém, depois que aliados dos EUA na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) rejeitaram deslocar militares para o local, Trump declarou que “não deseja e nem precisa mais” de ajuda.

“Sempre considerei a Otan, onde gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, uma via de mão única: nós os protegemos, mas eles não fazem nada por nós, especialmente em um momento de necessidade”, disse o republicano em uma publicação na plataforma Truth Social.  “O mesmo se aplica ao Japão, à Austrália ou à Coreia do Sul. […] Não precisamos da ajuda de ninguém”, acrescentou.

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