O apelo do Presidente Donald Trump por reforços para abrir o Estreito de Ormuz acaba de criar o "pior de todos os mundos possíveis", segundo um analista.
Na segunda-feira, Trump fez várias declarações contraditórias sobre se os EUA precisam de outros países para ajudá-los a abrir o Estreito de Ormuz, que representa 20% de todo o comércio energético global. O regime iraniano fechou efetivamente o Estreito aos navios dos EUA e de Israel em retaliação pela campanha de bombardeamento coordenada dos dois países no Irão que começou no final de fevereiro.
Van Jones, um antigo conselheiro da administração Obama, argumentou no "NewsNight" da CNN com Abby Phillip que a incapacidade da administração Trump de lidar com este problema antecipadamente criou o "pior de todos os mundos possíveis".
"O meu único ponto é que é este tipo de atitude de disparar primeiro e perguntar depois", disse Jones sobre a estratégia da administração no Irão. "Poderia ter havido uma situação em que tivesse a pressão económica, depois os protestos, depois os ataques militares, e poderia realmente haver uma mudança de regime. Agora, temos o pior de todos os mundos possíveis, e não está claro como sair disto."
Os analistas notaram que o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irão é a sua "carta mais forte" contra Trump, o que significa que é improvável que o país ceda facilmente sobre a questão. Isso coloca Trump numa posição delicada numa guerra que tem lutado para justificar em casa.
Uma sondagem recente do Washington Post descobriu que 65% dos americanos não acreditam que Trump tenha explicado adequadamente os objetivos dos EUA ao decidir bombardear o Irão.


