O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (16) em alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a ultrapassar os 180 mil pontos, mas perdeu força no ajuste de fechamento.
A valorização foi sustentada pela redução da tensão geopolítica no Oriente Médio, que trouxe alívio para os preços do petróleo e para o câmbio. O barril do petróleo WTI caiu cerca de 5% na sessão, após a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz no fim de semana.
Investidores também ajustaram posições antes da decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta superquarta (18). A maioria do mercado espera um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.
Apesar da recuperação, a Bolsa ainda registra queda de 4,72% em março. Em 2026, o índice sobe 11,64%.
A recuperação foi distribuída nas ações de maior peso, especialmente empresas ligadas a commodities e instituições financeiras. A Vale subiu 0,69%, enquanto os papéis da Petrobras avançaram 1,50% (ON) e 2,04% (PN).
No setor bancário, o Itáu (PN) registrou alta de 1,42%. Santander (Unit) teve valorização de 0,79%. As ações do Bradesco perderam força no final do pregão, com os papéis ON estáveis e os PN em leve alta de 0,05%.
Entre as maiores altas do dia ficaram CSN (+5,42%), Magazine Luiza (+5,35%) e Embraer (+4,20%). Já entre as quedas, ficaram Porto Seguro (-4,00%), RD Saúde (-0,93%) e Ultrapar (-0,69%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Apesar do alívio nos mercados nesta sessão, o conflito no Oriente Médio permanece como fator de risco. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não há informações claras sobre o estado de saúde de Mojtaba Khamenei, apontado como novo líder supremo do Irã. Segundo Trump, existe a possibilidade de que ele esteja morto.
A declaração ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei durante ataques no início da guerra.
Analistas destacam que a percepção de risco diminuiu em relação à semana passada, quando a escalada do conflito elevou os preços do petróleo para perto de US$ 120 por barril.
O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que os países membros podem liberar mais petróleo no mercado caso seja necessário. Segundo ele, após a maior liberação de reservas estratégicas já realizada, ainda restam mais de 1,4 bilhão de barris disponíveis para emergências.
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