O preço do petróleo disparou mais de 13% na madrugada desta segunda-feira (9) e se aproximou de US$ 120 por barril pela primeira vez desde 2022, na maior cotaçãO preço do petróleo disparou mais de 13% na madrugada desta segunda-feira (9) e se aproximou de US$ 120 por barril pela primeira vez desde 2022, na maior cotaçã

Petróleo se aproxima de US$ 120 na maior alta diária da história e mobiliza G7

2026/03/10 01:02
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O preço do petróleo disparou mais de 13% na madrugada desta segunda-feira (9) e se aproximou de US$ 120 por barril pela primeira vez desde 2022, na maior cotação da história.

A alta ocorre após redução significativa da produção por grandes países exportadores e diante do risco de interrupções prolongadas no transporte marítimo de petróleo, provocado pela guerra no Oriente Médio e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

O cenário geopolítico se intensificou após o Irã anunciar Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, no cargo de líder supremo, levando o mercado a considerar que o fim da guerra pode estar mais distante do que o projetado pelos Estados Unidos.

Mais cedo, o petróleo Brent, referência internacional, chegou a US$ 119,50 por barril, no maior salto absoluto de preço já registrado em um único dia. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, atingiu US$ 119,48 por barril. Antes da disparada desta segunda-feira, o Brent já acumulava alta de 28% e o WTI 36% na semana passada.

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Apesar da forte alta inicial, desde as 11h (horário de Brasília), os preços já davam sinais de queda e reduziam parte dos ganhos cotados abaixo dos US$ 100 com a expectativa de uma ação coordenada das maiores economias do mundo para a liberação estratégica de estoques da commodity.

Às 13h50 (horário de Brasília), os contratos do Brent para maio registravam alta de 7,35%, negociados a US$ 99,50, enquanto o WTI para abril avançava 4,31%, a US$ 94,82.

Sucessão no Irã aumenta tensão geopolítica

Segundo um membro da Assembleia de Especialistas responsável pela escolha, Mojtaba como novo líder supremo do Irã foi selecionado com base na orientação do antecessor de que o escolhido deveria ser “odiado pelo inimigo”, de acordo com declaração relatada pela Reuters.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão: “O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto”, afirmou.

Trump também exigiu a rendição incondicional do Irã e afirmou que os preços do petróleo cairão quando a ameaça nuclear iraniana for eliminada.

“É um preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo. Só os tolos pensariam diferente!”, escreveu na rede Truth Social.

Sistema político iraniano se une ao novo líder

Após o anúncio, instituições políticas e militares do Irã declararam apoio ao novo líder supremo. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica prometeu obediência, e procissões públicas foram anunciadas para demonstrar lealdade.

Apesar das manifestações oficiais, o país enfrenta divisões internas. Parte da população celebrou publicamente a morte de Ali Khamenei, semanas depois de forças de segurança matarem milhares de manifestantes em protestos contra o governo.

A transferência de poder de pai para filho também gera debate dentro do Islã xiita, no contexto da Revolução Islâmica de 1979, que derrubou uma monarquia e prometia evitar a transmissão hereditária do poder.

G7 discute liberação de reservas emergenciais de petróleo

A disparada do petróleo levou os ministros das Finanças do Grupo dos Sete (G7) a convocar uma reunião de emergência nesta segunda-feira para discutir a possibilidade de liberação conjunta de estoques estratégicos de petróleo.

Esses estoques são mantidos pelos 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) como mecanismo para enfrentar crises de oferta.

Autoridades dos Estados Unidos avaliam que uma liberação entre 300 milhões e 400 milhões de barris poderia ajudar a estabilizar os preços. O volume representaria cerca de 25% a 35% dos 1,2 bilhão de barris mantidos em reserva.

Os estoques emergenciais foram criados em 1974 após o embargo do petróleo árabe. Desde então, houve cinco liberações coordenadas, incluindo duas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Um documento preparado para reunião recente da AIE afirmou que os países membros mantêm mais de 1,24 bilhão de barris em estoques públicos, além de cerca de 600 milhões de barris em estoques da indústria, que poderiam reforçar a oferta se necessário.

Esses volumes poderiam cobrir quase um mês da demanda total de petróleo dos países da AIE e mais de 140 dias de importações líquidas.

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Bloqueio do Estreito de Ormuz amplia crise energética

A escalada da guerra praticamente fechou o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do transporte global de energia. Por essa via marítima passa cerca de 1/5 de todo o petróleo e gás natural liquefeito transportado por navios no mundo.

Com os petroleiros impedidos de navegar por mais de uma semana, produtores começaram a enfrentar limitações de armazenamento, o que levou parte deles a reduzir ou interromper a produção.

Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque reduziram o bombeamento de petróleo. Esses países, juntos, respondem por cerca de 20% da produção mundial.

No Iraque, a situação se agravou com a paralisação das exportações. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, apenas dois petroleiros foram carregados neste domingo, porque navios não conseguem atravessar o estreito para chegar aos terminais de exportação.

Sem novos navios chegando, a exportação de petróleo do país ficou praticamente paralisada. Em fevereiro, as exportações do sul do Iraque haviam alcançado 3,334 milhões de barris por dia.

Um oficial da estatal Basra Oil Company (BOC) afirmou que os estoques chegaram ao limite: “O estoque de [petróleo] bruto atingiu a capacidade máxima e o excedente de produção após o corte será usado para suprir as refinarias do país”, disse.

A dependência da commodity torna a situação sensível para o país, uma vez que o petróleo financia mais de 90% da arrecadação do governo iraquiano.

Produção de petróleo pode cair em milhões de barris

Analistas do JPMorgan estimam que as interrupções na produção de petróleo no Oriente Médio podem ultrapassar 4 milhões de barris por dia até o fim da próxima semana, caso os gargalos logísticos continuem.

A região responde por cerca de um terço da produção global, o que aumenta o impacto de qualquer interrupção no mercado internacional.

A Saudi Aramco também adotou medidas incomuns para manter o fornecimento. A companhia ofereceu barris para entrega imediata por meio de licitações, inclusive envolvendo um superpetroleiro próximo a Taiwan. Em um cenário normal, a empresa vende petróleo apenas por contratos de longo prazo.

Guerra contra Irã mantém pressão sobre energia e mercados

A guerra no Oriente Médio não mostra sinais de desaceleração após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O conflito ampliou os temores de uma crise energética global, comparada por alguns analistas ao choque do petróleo da década de 1970.

A interrupção do transporte marítimo no Estreito de Ormuz e os ataques a infraestruturas energéticas elevaram os preços de petróleo e gás natural.

O movimento pressionou também os mercados financeiros. Bolsas da Ásia e da Europa registraram fortes quedas, enquanto os contratos futuros indicavam abertura negativa em Wall Street.

Nos mercados asiáticos, o tombo foi mais intenso no Japão, onde as perdas superaram 5%, e na Coreia do Sul; o índice Kospi caiu mais de 8% no início do pregão, acionando os mecanismos de interrupção de negociação, e fechou em queda de 5,96%.

Shanghai SE (China) fechou em queda de 0,67%, enquanto o índice Hang Seng (Hong Kong) registrou perda de 1,35% e o Shenzhen recuou 0,67%.

Na Europa, os mercados abriram em forte queda: o índice DAX da Alemanha recuava 1,44%, o FTSE 100 do Reino Unido caía 1,34% e o STOXX 600 perdia 1,89%.

Na abertura dos mercados de Nova York, Dow Jones cedia 1,63% (46.726,24 pontos), S&P 500 caía 1,29% (6.652,79 pontos) e o Nasdaq registrava queda de 1,10% (22.141,98 pontos).

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Alta do petróleo ameaça promessa de Trump de reduzir a inflação

A alta do petróleo ameaça comprometer a promessa do presidente dos Estados Unidos de reduzir a inflação e baixar os custos de energia.

O governo já enfrenta críticas de parte do Partido Republicano por priorizar questões externas em meio a preocupações domésticas com o custo de vida.

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