Condenação expõe riscos de fraudes internas no setor cripto Desvio milionário mostrou falhas graves de governança corporativa Caso reforça importância de controCondenação expõe riscos de fraudes internas no setor cripto Desvio milionário mostrou falhas graves de governança corporativa Caso reforça importância de contro

Ex-diretor financeiro é condenado a 2 anos de prisão após desviar US$ 35 milhões para projeto de criptomoedas

2026/03/07 21:00
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  • Condenação expõe riscos de fraudes internas no setor cripto
  • Desvio milionário mostrou falhas graves de governança corporativa
  • Caso reforça importância de controles rígidos em empresas de tecnologia

A Justiça dos Estados Unidos condenou o ex-diretor financeiro de uma startup de Seattle a dois anos de prisão por fraude eletrônica ligada ao desvio de US$ 35 milhões para um projeto próprio de criptomoedas. A decisão encerra um caso que ganhou destaque por expor, mais uma vez, os riscos de fraudes internas em empresas que atuam em setores de rápido crescimento.

O Departamento de Justiça explicou que Nevin Shetty transferiu o dinheiro de forma secreta em 2022, enquanto ocupava o cargo de diretor financeiro. Ele enviou os recursos para a HighTower Treasury, plataforma de criptomoedas que ele administrava paralelamente, com a intenção de investir em protocolos de empréstimos DeFi que prometiam retornos acima de 20%.

Fraude ocorreu sem conhecimento de executivos da startup

Os promotores afirmaram que Shetty conseguiu realizar a operação sem alertar qualquer membro do conselho da empresa. Ele aproveitou brechas nos processos internos e movimentou os recursos para sua própria plataforma cripto. No primeiro mês, o esquema parecia funcionar, já que os investimentos geraram cerca de US$ 133 mil.

No entanto, a situação mudou rapidamente. O colapso do ecossistema Terra e a instabilidade crescente no mercado derrubaram o valor dos ativos usados por Shetty. Em apenas algumas semanas, os US$ 35 milhões se tornaram quase zero, revelando o risco extremo dos investimentos escolhidos pelo executivo.

Queda dos investimentos expôs o esquema ilícito

Com o prejuízo irreversível, Shetty contou o que havia feito a dois executivos da empresa. A admissão levou à sua demissão imediata e abriu caminho para a investigação federal. O Departamento de Justiça destacou que o caso demonstrou como decisões individuais podem comprometer empresas inteiras em ambientes de alta volatilidade.

Shetty foi indiciado em 2023 e considerado culpado em 2025, após um julgamento com júri que durou nove dias. Além da pena de prisão, ele deverá restituir os valores desviados e cumprir três anos de liberdade condicional após deixar o sistema prisional.

O episódio ocorreu meses antes da derrocada da corretora FTX, que abalou o mercado global e levou à condenação de Sam Bankman-Fried a 25 anos de prisão. Além disso, a proximidade dos eventos reforçou o alerta sobre governança, transparência e controle interno em empresas expostas ao setor de criptoativos.

Ainda mais, com a condenação de Shetty, o caso passa a servir como um exemplo direto dos riscos operacionais que atingem empresas sem mecanismos eficazes de supervisão e auditoria.

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