As IDF (Forças Armadas de Israel) informaram no sábado (28.fev.2026) que sua operação militar contra o Irã mobilizou cerca de 200 caças israelenses e atingiu aproximadamente 500 alvos no país persa.
Foi o maior sobrevoo militar da história do país. Segundo as IDF, os alvos da operação foram infraestruturas e sistemas de defesa aérea e lançadores de mísseis, em diversos locais no Irã, que foram atingidos simultaneamente.
Em comunicado, as IDF informaram que os caças israelenses continuarão realizando missões no Irã “para degradar significativamente todos os aspectos do regime iraniano”.
“Um dos ataques teve como alvo um local em Tabriz, no oeste do Irã. O local era utilizado pela Unidade de Mísseis Superfície-Superfície do Irã, de onde a unidade planejava lançar dezenas de mísseis contra civis israelenses. O sobrevoo militar frustrou diversas ameaças aos caças da Força Aérea Israelense e aos civis israelenses. A Força Aérea Israelense continua operando no Irã”, informou as IDF.
A operação militar realizada em conjunto com os Estados Unidos destruiu uma série de infraestruturas iranianas e a morte de líderes do alto escalão do regime iraniano. Entre as vítimas está o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamanei.
Khamenei, de 86 anos, ocupava desde 1989 o posto de líder supremo do Irã. Ele foi chefe de Estado, comandante-em-chefe das Forças Armadas e tinha a palavra final sobre decisões estratégicas do país. O líder Supremo é a autoridade máxima do sistema político iraniano. Concentra autoridade religiosa e política.
Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, Khamenei participou ativamente da Revolução Islâmica de 1979. Tornou-se aliado próximo do aiatolá Ruhollah Khomeini. Depois da morte de Khomeini, foi escolhido pela Assembleia dos Peritos para assumir o posto máximo da República Islâmica. Inicialmente não possuía o grau religioso exigido pela Constituição, que foi posteriormente alterada.
Ao longo de mais de 3 décadas no poder, consolidou controle sobre as instituições iranianas. Fortaleceu a Guarda Revolucionária e adotou uma política externa marcada pelo apoio a grupos armados. Seu governo enfrentou sucessivas ondas de protestos internos, reprimidas com rigor. Manteve postura hostil em relação a Israel e aos Estados Unidos.
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