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Tarifas dos EUA são obstáculo para 70% dos empresários, diz Amcham

2026/01/30 22:42

As tarifas sobre importações brasileiras impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), representam o principal obstáculo para negócios de 70% dos empresários brasileiros, segundo pesquisa da Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil). O levantamento, feito de 17 de dezembro a 13 de janeiro, foi divulgado nesta 6ª feira (30.jan.2026) durante lançamento do “Plano de Voo 2026” na B3 (Bolsa de Valores), em São Paulo.

“Mesmo depois dos movimentos importantes e positivos que vimos no final do ano passado, de eliminação ou redução das tarifas para vários produtos brasileiros, em particular do setor agropecuário, mais da metade das exportações brasileiras ainda estão sob sobretaxas para acessar o mercado americano”, disse Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Em 3 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após conversa com Trump, afirmou que haveria uma nova redução de tarifas. Inicialmente, em novembro, foram reduzidas as taxas impostas à carne bovina, ao café e a algumas frutas. No entanto, por causa dos impasses por causa das tarifas estabelecidas por Washington, os empresários também relatam dificuldades secundárias para ampliar as práticas comércio com o país. São estas:

  • Taxa de câmbio (33%);
  • Barreiras não tarifárias (29%);
  • Escala / competitividade (25%);
  • Concorrência no mercado norte-americano (22%);
  • Conhecimento no mercado norte-americano (20%).

O estudo ainda identificou que mais da metade dos líderes empresariais consideram que a relação com os Estados Unidos deve ser a principal prioridade externa para o próximo governo brasileiro –de 2027 a 2030. Cerca de 53% deles acreditam que esta deve ser a preferência tanto no quesito político, quanto comercial.

As outras prioridades mencionadas incluem a atração de investimentos estrangeiros, essencial para 46% dos empresários; e novos acordos de comércio, medida importante para 44%. O acesso a mercados com redução de barreiras às exportações, por sua vez, foi citado por 35% dos gestores.

“Há uma agenda bem definida pelo setor empresarial. O desafio será transformar essas prioridades em avanços concretos, especialmente em um ano eleitoral no Brasil e diante da concorrência com outros temas no radar de prioridades do governo americano”, afirmou Neto.

O levantamento da Amcham identificou os temas que, na visão do setor privado, devem ser priorizados nas negociações atuais com os Estados Unidos: redução de barreiras comerciais (58%), redução de tarifas e ampliação do acesso a mercados (55%), combate ao crime organizado transnacional (42%), parcerias em investimentos (42%), minerais críticos e terras raras (36%) e acordo para evitar a dupla tributação (35%).

Apesar de ser considerada estratégica, a relação Brasil-EUA é vista como “desafiadora” ou “muito desafiadora” por 43% dos empresários. Outros 38% classificam o cenário como neutro, enquanto apenas 16% avaliam o relacionamento como favorável.

As tarifas sobre importações brasileiras impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump (republicano), representam o principal obstáculo para negócios de 70% dos empresários brasileiros, segundo a Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil). A pesquisa, –feita de 17 de dezembro a 13 de janeiro –foi divulgada nesta 6ª feira (30.jan.2026) durante lançamento do “Plano de Voo 2026” na B3 (Bolsa de Valores), em São Paulo.

“Mesmo depois dos movimentos importantes e positivos que vimos no final do ano passado, de eliminação ou redução das tarifas para vários produtos brasileiros, em particular do setor agropecuária, mais da metade das exportações brasileiras ainda estão sob sobretaxas para acessar o mercado americano”, disse Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Em 3 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após conversa com Trump, afirmou que haveria uma nova redução de tarifas. Inicialmente, em novembro, foram reduzidas as taxas impostas à carne bovina, ao café e a algumas frutas. No entanto, por causa dos impasses por causa das tarifas estabelecidas por Washington, os empresários também relatam dificuldades secundárias para ampliar as práticas comércio com o país. São estas:

  • Taxa de câmbio (33%);
  • Barreiras não tarifárias (29%);
  • Escala / competitividade (25%);
  • Concorrência no mercado norte-americano (22%);
  • Conhecimento no mercado norte-americano (20%).

O estudo ainda identificou que mais da metade dos líderes empresariais consideram que a relação com os Estados Unidos deve ser a principal prioridade externa para o próximo governo brasileiro –de 2027 a 2030. Cerca de 53% deles acreditam que esta deve ser a preferência tanto no quesito político, quanto comercial.

As outras prioridades mencionadas incluem a atração de investimentos estrangeiros, essencial para 46% dos empresários; e novos acordos de comércio, medida importante para 44%. O acesso a mercados com redução de barreiras às exportações, por sua vez, foi citado por 35% dos gestores.

“Há uma agenda bem definida pelo setor empresarial. O desafio será transformar essas prioridades em avanços concretos, especialmente em um ano eleitoral no Brasil e diante da concorrência com outros temas no radar de prioridades do governo americano”, afirmou Abrão Neto.

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