Notas de 100 dólares representando o mercado cambial e a cotação do dólar no dia.
Na quarta-feira (28), o dólar comercial fechou com variação de +0,2%, valendo R$5,1944, após ter começado o dia cotado a R$5,1852.
O dólar iniciou nesta quinta-feira (29) cotado a R$5,1998.
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Na quarta-feira (28), o dólar comercial fechou com variação de 0,0%, valendo R$5,2049, após ter começado o dia cotado a R$5,2049.
Os mercados operam ajustando expectativas após a comunicação do Copom e a sinalização recente do Federal Reserve. Juros, política monetária e fluxo externo seguem no centro das decisões.
No Brasil, a leitura do comunicado do Copom orienta a precificação da curva de juros, enquanto dados fiscais e do mercado de trabalho ajudam a calibrar o cenário doméstico.
No exterior, balanços corporativos e a postura cautelosa do Fed mantém o foco em ativos de risco, commodities e na trajetória futura das taxas globais.
O Federal Reserve manteve os juros inalterados e reforçou a dependência de dados, sem antecipar cortes. A avaliação segue de crescimento sólido e inflação ainda elevada.
Votos dissidentes recentes aumentaram apostas em afrouxamento à frente, mas a liderança do Fed evita compromissos claros sobre o início do ciclo de cortes.
Esse cenário sustenta juros longos mais altos e mantém volatilidade nos mercados, sobretudo em moedas e bolsas sensíveis ao custo de capital.
Balanços bancários sustentam bolsas europeias, enquanto Wall Street reage aos resultados do setor de tecnologia, com impacto direto sobre o Nasdaq.
Os Treasuries sobem levemente, refletindo cautela monetária, enquanto o dólar perde força frente a moedas emergentes e ligadas a commodities.
O ouro permanece acima de US$5.500 por onça, e o cobre avança com o dólar fraco, enquanto o petróleo reage a tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O Copom manteve a Selic em 15% pela quinta vez e reforçou a leitura de desaceleração inflacionária, abrindo espaço para cortes a partir de março.
A comunicação reduziu incertezas sobre o início do ciclo de afrouxamento, pressionando juros curtos e intermediários da curva doméstica.
Esse movimento melhora o ambiente para ativos locais, especialmente em um contexto de maior apetite por risco no exterior.
O dólar e a bolsa brasileira tendem a reagir ao diferencial de juros ainda elevado, favorecendo estratégias de carry trade e entrada de fluxo estrangeiro.
Commodities metálicas e petróleo seguem como vetores relevantes para ações ligadas a recursos naturais, em um cenário externo ainda construtivo.
No macro, dados fiscais e de emprego seguem no radar, com expectativa de superávit primário pontual e desaceleração gradual do mercado de trabalho.

