Ministro afirma que governo reduziu deficit em cerca de 70% ao limitar despesas e cortar benefícios fiscaisMinistro afirma que governo reduziu deficit em cerca de 70% ao limitar despesas e cortar benefícios fiscais

Lula teve que consertar “rombo” fiscal deixado por Bolsonaro, diz Haddad

2026/01/29 23:56

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta 5ª feira (29.jan.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve que consertar um “rombo” fiscal deixado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). A fala foi feita em entrevista ao site Metrópoles.

Haddad disse que parte da dificuldade fiscal decorre do não reconhecimento, pela oposição, de medidas que classificou como calote. “O pessoal tem muita relutância em admitir o calote, a PEC do calote, o deficit que ele próprio explicitou”, afirmou.

Segundo o ministro, a deterioração das contas públicas se intensificou no fim do governo Bolsonaro por causa da eleição presidencial. Haddad afirmou que houve tentativas de fechar o orçamento com venda de ativos públicos, mas que medidas adotadas no período eleitoral ampliaram o problema. “Por causa da eleição, eles arrebentaram com o orçamento para tentar ganhar”, disse. “Quem teve que consertar foi o presidente Lula com a sua equipe econômica.”

De acordo com Haddad, o governo federal fechou o último ano com um deficit cerca de 70% menor do que o herdado da gestão anterior.

O ministro disse que o ajuste foi realizado principalmente por 2 fatores: a limitação do crescimento das despesas e o corte de gastos tributários. Segundo ele, o governo revisou benefícios fiscais concedidos a empresas e identificou abusos ao longo do processo. “Nós fomos mês a mês identificando os abusos e levando ao Congresso propostas para acabar com o que não fazia mais sentido”, afirmou.

Haddad afirmou que os benefícios fiscais somavam de R$ 600 bilhões a R$ 800 bilhões, a depender da metodologia utilizada. Segundo ele, esses incentivos não representam a maioria do setor produtivo. “99% dos empresários brasileiros estão trabalhando nas suas indústrias, lojas e escritórios, sem pedir benefício fiscal em Brasília”, disse.

O ministro também citou despesas que, segundo ele, não haviam sido plenamente consideradas no orçamento anterior, como compromissos ligados ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e ao BPC (Benefício de Prestação Continuada). Segundo Haddad, esses gastos precisaram ser absorvidos ao longo do atual mandato para equilibrar as contas públicas.

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