A tese de que “governar é escolher prioridades”, defendida por John Kennedy na década de 60, continua válida – e serve para ilustrar o perfil dos governos. AlguA tese de que “governar é escolher prioridades”, defendida por John Kennedy na década de 60, continua válida – e serve para ilustrar o perfil dos governos. Algu

OPINIÃO. Uma agenda para o Brasil

2026/01/25 11:11

A tese de que “governar é escolher prioridades”, defendida por John Kennedy na década de 60, continua válida – e serve para ilustrar o perfil dos governos.

Alguns apostam num Estado inchado, ineficiente e pesado como forma de induzir o crescimento. Abraçam o populismo irresponsável como trampolim momentâneo, ignoram metas fiscais e abusam da imprudência contábil. Penso justamente o contrário: menos máquina pública, mais eficiência, menor interferência do governo na vida de quem produz, e crescimento contínuo com estabilidade e segurança jurídica.

É essa a fórmula que temos aplicado à risca durante nossos sete primeiros anos no Governo do Paraná. As escolhas muitas vezes são difíceis, mas o saldo final não deixa dúvida: só há um caminho. Cabe ao governante eleito decidir se trabalha para a população ou para o corporativismo de sindicatos. Escolhi a primeira opção. 

Neste caminho de diminuir o tamanho do Estado adotamos como uma das nossas primeiras ações a venda da Sercomtel, uma antiga empresa pública que pertencia ao Estado e ao município de Londrina. A Sercomtel era um símbolo de ineficiência: operava no vermelho e no final do mês sempre pedia socorro ao Governo. Ora, qual a lógica de um Estado manter uma companhia de telefonia? Recebemos R$ 130 milhões numa ação muito bem sucedida.

Propus ao nosso time destravar a máquina para atrair investimentos. E desde então estivemos na B3 para conceder seis lotes rodoviários, no maior programa de modernização logística da América Latina. E aqui um ineditismo: para garantir o apetite do setor privado e fortalecer a concorrência, alinhei com a gestão federal, ainda em 2022, a união de estradas estaduais e federais. A iniciativa deu certo e somente nos seis lotes atraímos mais de R$ 60 bilhões em investimentos.

Também concedemos oito áreas que estavam inutilizadas no Porto de Paranaguá (movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, pátio de veículos, terminal de açúcar e celulose, entre outros) e o canal de acesso. Privatizamos a Copel, a Copel Telecom, e investimos em três PPPs da Sanepar para acelerar a universalização do saneamento. 

Porque vemos o setor produtivo como um aliado, atuamos para derrubar todas as amarras burocráticas de licenciamentos intermináveis, e tornamos a Junta Comercial do Paraná a mais célere do Brasil. Em outra frente, o Paraná trabalha com Fundos de Investimento Agrícolas, sistemas que conectam cadeias produtivas e com uma política eficaz de benefícios fiscais que trouxe ao Estado mais de R$ 300 bilhões em investimentos da Volkswagen, Renault, Ambev, LG, Klabin, Tirol, Nissim, Electrolux, entre outros.

Outro vetor importante em que apostamos foi o corte de impostos. Fomos o primeiro estado a reduzir a alíquota do IPVA (em 45%), que se tornou a menor do Brasil quando anunciada. Os emplacamentos aumentaram 42%. Além disso, o Paraná passou a ter a menor carga tributária para empresas do Simples Nacional, e a maior isenção de produtos da cesta básica. 

Essas medidas não provocaram grandes mudanças nas contas públicas porque priorizamos o corte de gastos. O Estado alcançou no ano passado seu maior patamar de investimentos públicos da história: R$ 7,1 bilhões, e tem a maior dívida negativa do Brasil. Ou seja, o Paraná tem condições de pagar toda a dívida e ainda sobrariam R$ 8 bilhões.

O Estado também conquistou o selo da Secretaria de Tesouro Nacional Capag A+, fechou o ano passado com mais de R$ 70 bilhões de Receita Corrente Líquida e tem o melhor indicador previdenciário do Brasil por quatro anos consecutivos. Essas métricas mostram que é possível aplicar uma gestão eficiente e que, no fim do dia, a máquina sai menos onerosa para o cidadão.

O PIB do Paraná vai dobrar de tamanho em termos nominais entre 2018 e 2026. Quando assumimos era de R$ 440 bilhões. Neste ano devemos bater R$ 800 bilhões.

Também passamos a ser a quarta economia do Brasil, com o maior crescimento do País no primeiro semestre de 2025 (6,1%), além dos saltos significativos no comércio internacional, com recorde de exportações e na produtividade da indústria e do agronegócio, que crescem acima da média nacional.

O Brasil tem uma população ansiosa por um novo período na nossa história, disposta a testar uma nova geração que trabalha para implementar uma gestão moderna, sem falácias. Precisamos virar a página do atraso, da ineficiência e da briga política alimentada por dois extremos que se retroalimentam. 

O Paraná está pronto para ajudar o Brasil a ter desenvolvimento sustentável sem interferência estatal, até porque o mesmo John Kennedy ensinou que o “conformismo é o carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento”.

Precisamos libertar o País desse modelo fracassado e apostar num Estado menor e mais parceiro de quem gera emprego e renda.

Ratinho Jr. é Governador do Paraná.

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