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Semana em 5 minutos: Pesquisas políticas e cenário geopolítico influenciam mercados

A semana começou com os mercados globais em queda e sob elevado nível de estresse, em meio à intensificação das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexação da Groenlândia.

A imposição de tarifas comerciais a oito países europeus que enviaram tropas ao território dinamarquês elevou os temores de um conflito armado e ampliou as incertezas relacionadas ao comércio internacional.

O discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, era amplamente aguardado pelos investidores. O presidente norte-americano, no entanto, adotou um tom mais moderado ao descartar o uso da força para adquirir o território e ao sinalizar a existência de um esboço de acordo com países europeus para um entendimento futuro favorável aos Estados Unidos.

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As declarações foram suficientes para reduzir a aversão ao risco nos mercados, ao menos no curto prazo, abrindo espaço para recuperação de ativos e reavaliação das expectativas dos investidores.

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“Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta” – John Galbraith.

Brasil: cenário político entra no radar do mercado

Pesquisas de opinião divulgadas nesta semana indicaram aumento da rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao mesmo tempo em que mostraram recuo na rejeição de Flávio Bolsonaro. Segundo levantamento da Atlas, os candidatos com maior índice de rejeição — eleitores que afirmam que nunca votariam neles — são Jair Bolsonaro (50%), Lula (49,7%), Flávio Bolsonaro (47,4%) e Tarcísio de Freitas (41%).

Analistas avaliam que a melhora nos números de Flávio Bolsonaro está relacionada à oficialização de sua candidatura e à maior exposição em eventos de pré-campanha. Ainda assim, o Partido dos Trabalhadores (PT) trabalha com o cenário de enfrentar um candidato com o sobrenome Bolsonaro, enquanto setores do Centrão e da direita moderada demonstram preferência por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.

Tarcísio, por sua vez, tem sinalizado intenção de disputar a reeleição estadual, o que abre espaço para Flávio Bolsonaro avançar em seu projeto político nacional. O desfecho desse cenário é acompanhado de perto pelo mercado, dado o impacto potencial sobre expectativas fiscais e econômicas.

Indicadores econômicos continuam no foco

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrou leve recuo na projeção do IPCA de 2026, de 4,05% para 4,02%. O IPCA é o índice oficial de inflação do país. As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) seguem em 1,8%, enquanto a projeção para a taxa Selic ao final do ano permanece em 12,25%.

A arrecadação federal somou R$ 292,7 bilhões em dezembro, alta de 7,46% na comparação anual. Em 2025, a arrecadação alcançou R$ 2,93 trilhões, crescimento de 3,65% frente a 2024. O resultado contribui para reduzir o desequilíbrio fiscal no curto prazo, embora o ajuste estrutural das contas públicas ainda dependa de medidas previstas para os próximos anos.

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EUA: crescimento forte e inflação acima da meta

A revisão do PIB dos Estados Unidos no terceiro trimestre apontou crescimento anualizado de 4,4%, acima da leitura anterior, de 3,8%, e também acima da expectativa do mercado, de 4,3%.

O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), avançou 0,2% em novembro. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 2,8%, acima da meta de 2% do banco central americano.

Com crescimento sólido, mercado de trabalho aquecido e inflação resistente, investidores passaram a reduzir as apostas em cortes de juros no curto prazo. A perspectiva de uma nova redução da taxa básica antes de setembro perdeu força nos mercados.

China: crescimento cumpre meta, mas consumo enfraquece

A economia chinesa cresceu 4,5% no quarto trimestre, em linha com a meta do governo. Apesar disso, dados recentes indicam enfraquecimento do consumo e avanço de desafios estruturais, como a crise demográfica.

O governo chinês informou que o número de nascimentos em 2025 foi de 7,92 milhões, abaixo dos 9,54 milhões registrados em 2024. A taxa de fecundidade caiu para 0,93, bem inferior à taxa de reposição populacional de 2,1 — movimento que pode afetar o crescimento econômico de longo prazo.

Mercados: ouro dispara e fluxo estrangeiro cresce no Brasil

Desde a eleição presidencial nos Estados Unidos, os metais preciosos passaram a superar o desempenho das ações. O ouro subiu de US$ 2.638 para US$ 4.957 por onça-troy entre janeiro de 2025 e o momento atual, alta de 88%. A prata avançou ainda mais, passando de US$ 29 para US$ 99 no mesmo período, valorização de 240%.

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Esse movimento indica maior busca por ativos considerados proteção, como o ouro, em um ambiente de incertezas geopolíticas. Parte do mercado observa dificuldades em justificar essa valorização apenas por fundamentos econômicos.

No Brasil, o investidor estrangeiro terminou 2025 com compras líquidas de R$ 31 bilhões na B3. Apenas em janeiro, até o dia 21, o volume líquido já supera R$ 12 bilhões. O Brasil segue atraindo recursos para renda fixa e variável, apoiado pelo elevado juro real e por avaliações consideradas atrativas das empresas listadas.

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