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Na segunda-feira (19), o dólar comercial fechou com variação de +0,01%, valendo R$5,3702, após ter começado o dia cotado a R$5,3689.
O dólar iniciou nesta terça-feira (20) cotado a R$5,3707.
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Na segunda-feira (19), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,3634, após ter começado o dia cotado a R$5,3549.
Os mercados iniciam o dia em clima de cautela diante do agravamento das tensões geopolíticas. A atenção se volta para a intenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controle da Groenlândia.
O tema ganha peso adicional com a expectativa em torno da Suprema Corte americana. Investidores aguardam se a Corte poderá julgar ainda hoje a legalidade das tarifas impostas por Trump.
No exterior, o Fórum Econômico Mundial de Davos segue como pano de fundo das discussões. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda no Rio Grande do Sul nesta terça-feira.
A manhã é marcada por forte aversão ao risco nos mercados globais. Bolsas operam em queda enquanto metais preciosos avançam, refletindo o aumento da incerteza política e comercial.
As ameaças de Trump de comprar a Groenlândia elevam o risco de retaliação europeia. O movimento adiciona pressão sobre o cenário internacional e afeta o humor dos investidores.
Nesse contexto, o ouro renovou recordes e superou US$4.700 a onça-troy. A alta reforça a busca por ativos de proteção em meio à instabilidade.
Os investidores acompanham de perto a possibilidade de a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar as tarifas comerciais impostas por Trump. A decisão pode alterar significativamente o cenário de comércio internacional.
O representante comercial Jamieson Greer afirmou que o governo pretende substituir rapidamente eventuais tarifas anuladas por novos tributos. A sinalização mantém o risco elevado.
Em paralelo, cresce a pressão da Casa Branca sobre o Federal Reserve. O início do julgamento da diretora Lisa Cook é monitorado como um teste à independência do banco central americano.
Na Ásia, os rendimentos dos títulos japoneses avançaram em meio à preocupação dos investidores com a deterioração do quadro fiscal no Japão. O movimento reflete a reprecificação do risco soberano diante do aumento das incertezas fiscais.
Na China, o banco central optou por manter os juros inalterados, buscando preservar estímulos à economia em um momento de maior fragilidade do ambiente externo. A decisão foi interpretada como um esforço para sustentar a atividade sem ampliar desequilíbrios.
Em conjunto, o desempenho dos mercados asiáticos reforça o tom cauteloso observado globalmente. A combinação de riscos fiscais, geopolíticos e comerciais segue limitando o apetite por ativos de risco.
O ambiente externo mais cauteloso tende a se refletir no sentimento em relação ao Brasil. A piora do humor internacional aumenta a sensibilidade do mercado doméstico aos movimentos vindos do exterior.
Nesse contexto, a dinâmica cambial ganha relevância. Um dólar mais fraco frente à maioria das moedas pode favorecer o real, mesmo em um cenário de avanço dos rendimentos dos Treasuries.
Os agentes econômicos acompanham com atenção os desdobramentos geopolíticos e institucionais no exterior. A dependência do Brasil ao ambiente internacional reforça a postura mais prudente ao longo do dia.
A crise do banco Master voltou a ser tema de discussões no Fórum Econômico Mundial de Davos. Participantes avaliam que o banco tem tamanho irrelevante para gerar um problema sistêmico.
Ainda assim, houve aumento da cautela com possível contágio ao Banco de Brasília (BRB). A instituição comprou parcela relevante de ativos do Master após a liquidação decretada pelo Banco Central em novembro.
O BRB divulgou comunicado reafirmando sua solidez. O banco destacou que possui suficiência patrimonial e segue operando de forma estável.

Alex Karp durante o Fórum Econômico Mundial Getty Images Alex Karp, bilionário, cofundador e CEO da empresa de tecnologia de defesa com foco em inteligênci

