O mercado de criptomoedas iniciou esta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, com um sinal de otimismo. O Bitcoin (BTC) ultrapassou a marca dos US$ 91.000, registrando uma alta de aproximadamente 0,6% nas últimas 24 horas. Após um final de 2025 marcado por volatilidade e saídas expressivas nos ETFs spot, o ativo parece encontrar um novo fôlego em meio a um cenário macroeconômico de flexibilização monetária e adoção estatal sem precedentes.
Desde meados de novembro, o Bitcoin tem operado em uma faixa de consolidação entre US$ 85.000 e US$ 95.000. Analistas apontam que a região atual de US$ 91 mil é crucial. Se o preço conseguir se sustentar acima deste patamar, o próximo grande desafio será a resistência em US$ 94.500, cujo rompimento poderia abrir caminho para a tão esperada marca psicológica dos US$ 100.000.
Por outro lado, suportes importantes permanecem na casa dos US$ 84.000 e US$ 82.200, áreas onde compradores institucionais têm demonstrado forte apetite de defesa.
Um dos grandes diferenciais de 2026 é a consolidação do Bitcoin como um ativo de reserva estratégica para nações. Dados recentes mostram que potências como Estados Unidos, China e Reino Unido mantêm estoques significativos da criptomoeda em seus balanços governamentais. Essa “corrida armamentista digital” confere ao BTC uma camada de legitimidade e resiliência que mitiga as correções de curto prazo.
Além disso, o mercado monitora de perto a decisão da MSCI, prevista para 15 de janeiro, sobre a permanência da MicroStrategy em seus índices. Embora seja um evento indireto, ele pode gerar volatilidade nos ETFs que replicam esses índices, servindo como um teste de estresse para o sentimento do mercado nesta semana.
No cenário global, o Federal Reserve (Fed) sinaliza a continuidade do ciclo de corte de juros ao longo de 2026. Historicamente, a queda nas taxas de juros nos EUA aumenta a liquidez global e favorece ativos de risco e escassez, como o Bitcoin.
Geopoliticamente, as tensões persistentes no Oriente Médio e no Leste Europeu mantêm o prêmio de risco elevado em commodities. Nesse contexto, o Bitcoin tem sido cada vez mais utilizado como uma ferramenta de proteção contra a inflação e como infraestrutura para remessas internacionais rápidas, consolidando seu papel na economia global.
O movimento de hoje acima dos US$ 91 mil sugere que o mercado está digerindo as realizações de lucro do final do ano passado e se preparando para um novo ciclo. Com o apoio institucional e um cenário macro favorável, 2026 promete ser o ano em que o Bitcoin deixará de ser apenas um ativo especulativo para se tornar um pilar da infraestrutura financeira mundial.
Aviso: Este artigo tem caráter meramente informativo e não constitui recomendação de investimento.


