O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), disse nesta 6ª feira (9.jan.2026), em seu perfil no X (antigo Twitter), que a aprovação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a UE (União Europeia) é um “avanço muito importante” para a criação do “maior bloco econômico do mundo”.
Segundo o ministro, o aval permite que o Brasil celebre “um momento histórico” já na próxima semana. Ele afirmou ainda que a presença do país e a “força da diplomacia” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram determinantes para o avanço das negociações.
Fávaro também citou os efeitos do acordo para o setor agropecuário. Ele afirmou que há ampliação das oportunidades de negócios para o Mercosul. De acordo com ele, as salvaguardas previstas no acordo são “ações recíprocas” que podem ser debatidas durante o processo de negociação, com foco na ampliação das oportunidades comerciais.
O Conselho da União Europeia aprovou nesta 6ª feira (9.jan.2026) o acordo comercial com o Mercosul depois de 26 anos de negociações. O texto ainda precisa ser assinado e ratificado pelo Congresso e pelo Parlamento Europeu. Leia a íntegra do comunicado do bloco europeu (PDF – 486 kB).
França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria manifestaram oposição. A Bélgica se absteve. As capitais da União Europeia tiveram até as 17h (horário em Bruxelas, 13h em Brasília) desta 6ª feira para apresentar quaisquer objeções.
O texto segue agora para o Parlamento Europeu. Se houver o aval, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, deverá viajar ao Paraguai para assinar o documento com o bloco sul-americano na 2ª feira (12.jan).
O Paraguai assumiu a presidência rotativa do Mercosul, que estava com o Brasil até 20 de dezembro de 2025.
A União Europeia é o 2º maior parceiro comercial do Mercosul em bens. O acordo criaria um mercado comum com mais de 700 milhões de pessoas e PIB combinado de US$ 22 trilhões.
O Brasil exportou US$ 49,8 bilhões à União Europeia em 2025, uma alta de 3,2% em relação a 2024. As importações somaram US$ 50,3 bilhões no ano passado, com crescimento de 6,4% em 1 ano.
A corrente comercial –soma das exportações e importações– superou US$ 100 bilhões pela 1ª vez na série histórica, iniciada em 1997. O volume subiu 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
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